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Falecimento de Francisco Barreira

20/12/2012

Hoje faz uma semana que perdemos nosso companheiro Francisco Barreira.

Em sua memória, seu blog permanecera ativo para consulta e seu livro O impasse Ecológico e o Terrorismo do Capital continua a venda no valor de de 20,00.

Quem tiver interesse entre em contato comigo através do e-mail: andrerabarreira@gmail.com

Atenciosamente

André Barreira

A Nossa Amazônia

18/09/2010

Sobre a Amazônia inexplorada e incompreendida há muita  falação, no Sul e no estrangeiro, com linguagem  erudita e conteúdo  pseudo científico. Seja como for, já sabemos o suficiente para dizer que  se trata  da maior jóia natural do Planeta. E a estrategicamente mais rica. Como defendê-la e como  explorá-la sem   destruí-la ? Esta questão é a  razão de ser desta  coluna. 

FB

 27-12-10

Eclusas de Tucurui abrem  “porta” para o Amazonas
 
Por 
Marnice Lopes

As eclusas liberam a navegabilidade do rio Tocantins até a região central brasileira, o que representa diminuição de custos com transporte de produtos e insumos industriais da ZFM. Ganhos aumentarão com a ferrovia Norte sul em fase de conclusão.
A conclusão de duas eclusas da usina de Tucuruí(PA) inaugurada dia 30 de novembro, que liberam a navegabilidade do rio Tocantins , abre uma grande ‘porta’ para que a Indústria do amazonas atinja com menores custos os grandes centros consumidores do Brasil.Outra grande obra a ferrovia Norte-Sul, em processo final de conclusão da primeira etapa, ligando o Porto de Itaqui (MA) a Anápolis(GO) , amplia esse processo logístico e aumenta a competitividade das Industrias da Zona Franca de Manaus .
As eclusas obras gigantes de 1,6 bilhões permitirão as embarcações a transposição de um desnível de 75 metros entre o rio e o reservatório da usina e possibilitarão  a navegabilidade total do Tocantins até a região do alto Araguaia , no estado do mato grosso , pelos rios Tocantins e Araguaia. A navegabilidade de Tocantins estava interrompida há aproximadamente 34 anos desde 1976, quando as obras da usina iniciaram.
Para se ter uma idéia do que representa a operacionalização do complexo de eclusas estima-se que uma balsa pequena, com capacidade de carga de 2 mil toneladas , substitua o transporte de 67 caminhoes . estudos apontam que pela nova rota , a ser trafegada por comboios com capacidade de até19,1 toneladas, desafogará bastante as rodovias que interligam o estado do Pará ao restante do País. A economia com combustíveis no transporte de minérios e grãos das região Norte e Centro Oeste pode chegar a R$10 milhões por dia, bem como diminuir a poluiçao e outros impactos ambientais e minimizar custos com manutenção de estradas.para o amazonas a nova rota representará uma grande alternativa com diminuição expressiva de custo no transporte , não só de produtos industrializados na Zona Franca de Manaus (ZFM) mas também de insumos industriais e produtos alimentícios produzidos no Planalto Central Brasileiro e nas regiões Sul e sudeste. Estima-se que os custos com transportes possam ser reduzidos em até 19%, quando da utilização do sistema rodo-fluvial e 40% quando da utilização do sistema ferro-fluvial, principalmente entre o amazonas e centro Oeste.
 
 

 23-10-10
Amazônia: a vulgarização do maior patrimônio da  humanidade
Por  Mara Alcântara

O que tem além daquele   teatro no meio da  Selva e da Zona Franca e porque a mulheres usam pouca roupa?
Esta é  síntese da curiosidade dos milhões de turistas que nos vistam todo ano. Talvez eles façam o mesmo tipo de pergunta diante de um tempo budista na Tailândia ou  das ruínas asteca no México. A indiferença blaze e boçal   dos turistas sejam eles de  onde forem é uma marca do nosso tempos. Eles viajam para carimbar passaporte (status), roubar suvenires nos hotéis e restaurantes e  para tentar realizar suas fantasias sexuais, nas terras consideradas liberadas e permissíveis. Exóticas.
Ontem fui correr na Praia da Ponta Negra, cartão postal da cidade e vi coreanos hospedados no Hotel Cinco estrelas logo ali ao lado,  quando desciam as escadas do calçadão para o lugar conhecido como “inferninho” e ali se acabarem  de tanto dançar com o que chamam de “piriguete”.  E por mais que conheça as coisas da vida, não deixo de me aborrecer com a idéia de que  os homens pensam que todas as nortistas são assim.

Mesmo  quando não nos vêem como  mulheres fáceis, tudo o que  eles  retêm em suas mentes é que somos exóticas e usamos pouca roupa. Outro dia,  um italiano idiota  puxou conversa e depois de  algum tempo declarou todo seu espanto: Você fala inglês! Onde aprendeu? Morou em outra cidade?
No mais  quase todos os  turistas imaginam que  a Zona Franca são apenas as lojas do centro da cidade, onde, como das ruas especializadas de São Paulo e da Ciudad del Leste, no Paraguai,   estão ali apenas para servir aos sacoleiros. Não sabem que a Zona Franca, acoplada ao Pólo Industrial e incrustada   em uma metrópole de  quase dois milhões de habitantes, é o cerne da economia do Amazonas e o  maior centro industrial e tecnológico da Região Norte.
Aqui  estão instaladas fábricas como CCE, Brastemp, Elgin, Evadin, Nokiao, Yamaha e Honda. E aqui são fabricados produtos elétricos e eletrônicos essenciais para as  indústrias do  Sul  brasileiro e mesmo para o MERCOSUL. Não existe um único automóvel fabricado na  Argentina que não tenha  um componente  produzido em Manaus.

O consumismo, a alienação e a ignorância são as marcas da indústria turística que transporta centenas de milhões de pessoas  de um lado para o outro do Planeta,  esmagadas como sardinha dentro de aviões pouco confiáveis. Tudo, com o  único propósito de  dar lucro à hotelaria, às produtoras de  combustível,  à jogatina e à prostituição. Será que viemos ao Mundo apenas para fazer isso?
E por nenhum instante passa pela cabeça não só dos turistas boçais como  dos políticos e  das autoridades  brasileiras que estamos sentados em cima da  maior, mais rara e mais cara jóia da Humanidade.  Detentora de descomunais  reservas estratégicas, tanto minerais como hídricas e de biodiversidade, a região não é  cobiçada  por acaso. Se querem  avaliar seu  preço,  multipliquem por mil o Pré Sal, que, aliás, é esgotável.
Mas tudo os que eles sabem dizer quando nos vem é: Poxa como você é exótica

18-09-10

Na Amazônia, o homem  vai  ter que
aprender a desenvolver sem destruir

Por
Marla Alcântara

Uma nação vive em  busca de liberdade, melhoria  da qualidade de vida e crescimento. O que é ser um país subdesenvolvido ou um país pobre? Você é pobre de quê?
Nasci num país do chamado  Terceiro Mundo. Mas quantos mundos existem? Três? Então somos da última categoria?

Sabe lá que idade eu tinha, mas escutava os adultos dizerem: carne de primeira, segunda ,terceira.  O Brasil é tão pobre e desclassificado assim? Agora somos emergentes. Mas estamos emergindo de onde para onde?

Penso nas riquezas visíveis na minha Amazônia e “tudo que é pobre se desmancha no ar”, cheia de frutos e sementes curandeiras. E penso nos pássaros de inúmeras e incontáveis espécies, talvez comandados pelo famoso canto do Uirapuru.

Se sou amazônida, como posso  ser pobre?

Se moro circundada pelo maior rio do Planeta e do mais belo encontros de outros dois? Se tenho em minha terra Boi Bumbá, Festival de peixe Ornamental, terra da Ciranda, Festa do Cupuaçú, e lindos hotéis de selva?

Não pense que sou ingênua e que não saiba que nessas mesmas cidades: Parintins, Barcelos, Manacapuru e Presidente Figueiredo não haja pobreza e gente sofrida. E como há…

Mas se me confronto  com o que é rico e o que é pobre, como posso morar e assumir que moro num país pobre? Se ele é pleno de reservas de tantos minerais tão estratégicos quanto cobiçados. Se é pleno de reservas indígenas que de canto, cura e cultura tem tanto?

E que dizer do capitalismo se alastrando floresta adentro? Falei dos hotéis de selva, que recebem tantos europeus, mas que são inacessíveis para o brasileiro e o próprio amazonense. E nós amazonenses também vamos nos alastrando pelo capitalismo e trocamos nossas comidas milenares pelo McDonald’s. E aprendemos a correr atrás da grana como qualquer povo “civilizado”.

Sim, estou inserida no sistema.  Mas quem disse que por isso perdi o direito de sonhar? Sonhar, por exemplo, com desenvolvimento  compatibilizado com a preservação. Se o homem não conseguir fazer isto na  Amazônia, não o fará em nenhuma outra parte do mundo.

Lembro agora  do pequeno canoeiro que leva turistas para conhecer o encontro das águas, mostra as  tribos indígenas  e ensina como segurar jacarés bebês, bicho preguiça, macaco e cobra. Isso para dizer que ele  está estudando inglês para bem atender sua clientela. Não é ele apenas que está aprimorando seus estudos. Há, na verdade, uma troca equânime de  conhecimentos e informações. Talvez o caminho seja por aí.

Está  na  hora de transforma a Amazônia  exótica numa solução, num exemplo para o Brasil e para o Mundo.

Como diria  Antoine de Saint-Exupéry, o essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração.

La Patria Grande

21/08/2010

 

23-09-10

América  del Sur vive su momento  histórico
más importante en 200 años y la mídia no ve

 El último berro de la Derecha Troglodita.

 En los años 70 del pasado siglo, Richard Nixon dijó algo que los estadistas en general no dicen publicamente, pero que era una simple verdad que pusó famosa: “Para donde pender Brasil, penderá Sudamérica”. Es evidente que esto provocó un cierto incómodo diplomático en todo el Continente, pero el presidente estadounidense tal vez “dejó escapar”, la frase, para justificar su política de impedir a todo el costo, la “izquierdización” de Brasil. Eran los Años de Plomo. (Anos de Chumbo, en Brasil).

 Pues en esta década presente, está a suceder la izquierdización de Brasil, y nuestra prensa, mídia, norte americanófila, percibe y tiembla por eso, pero no comprende, o finge no comprender, que se trata de un movimiento articulado que va a barrer (y ya está barriendo) todo el Continente. Es la Ola Roja. (Onda Vermelha).

 En la primera década del Siglo XIX, una onda emancipadora barrió el Continente. Fue un movimiento, es verdad, liderado por las incipientes burguesias de los países de lengua española, pero que se convertió en lucha del pueblo, al paso que los comandantes militares de la época fueron obteniendo victórias sobre los ejércitos coloniales.

  Surgian asi los grandes íconos de la nueva fase histórica: Bolívar en Venezuela y Colombia, San Martín en Argentina, O’ Higgins en Chile. Sín olvidarnos Francia, el fundador de la República de Paraguay, que lideró algo muy próximo de una revolución popular.

 Brasil también se emanciparia en esta misma década, pero de manera sui generis, y dejaria de ser colonia, por obra de una espécie de milagro, un milagro napoleónico. En la verdad, en 1808 el País deja de ser colonia para ser metrópole, debido a la transferencia de la Família Real portuguesa hacia aqui. Los historiadores, por comprensibles razones de afirmación nacional, valoran absolutamente el 07 de Septiembre (Día de la Independencia de Brasil). Pero el Grito del Ipiranga, de 1822, apenas firmava institucionalmente, algo que en la prática, ya habia ocurrido 14 años antes.

 Todo esto, para decir que en estos 200 años, la integración de Brasil con el Continente, sín considerar la verborragia diplomática, fue intermitente y de un modo general insignificante. En los últimos ocho años entretanto, hubó un cambio radical en esa vieja história. Brasil participa hoy, con importancia de su peso específico, de un movimiento integracionista inédito y de verdadera hermandad.  

 Esto solamente fue posible, por la guiñada que el gobierno Lula proporcinó a nuestra política externa. Y este movimiento deberá acentuarse aun más con la elección de Dilma Rousseff. Con la consolidación de la inflexión brasileña a la izquierda, se está abriendo una nueva fase de la História, como hace 200 años.

 Este humilde blog que es el único, talvez, a poseer una página en español, recibe semanalmente decenas de mensajes de compañeros de todos los países de América del Sur, inclusive de Colombia, saludando la derrota definitiva del neoliberalismo fascista en Brasil. La prensa, la mídia podrida, que nada ve, o todo mutila, hace parte de este proceso. Pasará para la História, como el último berro de la Derecha Troglodita.

16-09-10

El Cristiano Socialista

Plínio* está correcto cuando dice que es
 posible ser cristiano y  marxista a la vez

     Ya no se hacen más marxistas como antiguamente. Tampoco cristianos. No queria llevar acá una charla muy intelectualizada acerca de este asunto. En las columnas Para Entender A La Crisis y El Impase Ecológico de mi blog, hay texto al derroche para complementar, satisfacer, esta lectura dicha academica sobre estos temas. Aqui, ahora, queria llevar una charla de sentimiento que, muchas de las veces, sirve como atajo directo y seguro para la compreensión de las cosas. En las orígenes de las lenguas antiguas, que les dieron orígen a las modernas, no habia distinción entre saber y sentir.

      A los 81 años de edad, el candidato a la presidencia de Brasil, Plínio de Arruda Sampaio, este viejo marxista de orígene democrata cristiana, es el único de esta campaña electoral, que dice cosas que pueden ser tomadas en sério. O sea, ele no verbaliza apenas las cosas convenientes dictadas por el marketing publicista político. Y esto es una prueba cabal de que vivimos bajo la dictadura del marketing genérico que es la lengua oficial de Su Majestade el Mercado.

      De una manera super simplificada, es posible decir que ser marxista y ser cristiano, de verdad, es rebelarse en contra el egoísmo o egocentrismo. El amor al prójimo del cristiano (que nada tiene que ver con la actual inmundicia de la caza frenética al dinero de los fieles otários) es la esencia de la sabiduría. “Si pedimos para los otros, Dios les dará para todos”, dice la oración del cristiano socialista. Al mismo tiempo, la lucha contra el gobierno burgués y su carrera ciega por la guita, por la plata (como si esta fuera su esencia, asi como el pasto está para la vaca), es que mueve el verdadero marxista, lo que no tiene nada que ver con la acción de los cuadros intelectuales de los partidos marxistas, que en determinado momento, se convierten en Calígulas modernos.

     Entretanto, solamente Marx explicó de forma insofismable, que el Capital tiene una doble faz. Él es el material en cuanto dinero (valor) a ser acumulado, pero, concomitantemente es etéreo, en cuanto proceso social destinado, exactamente a proporcionar esta acumulación. Acumulación que es hecha a través de la apropiación, por particulares, del excedente de esfuerzo (trabajo) colectivo. Excendente este, que por ser inútil al bienestar y al progreso de la Humanidad como un todo, provoca la devastación ciclópica y inútil de la Naturaleza – el Impase Ecológico.

     No se hacen más cristianos y marxistas como antiguamente. Es necesário volver a hacerlos. Y concluyo, siendo obligado a discordar de Plínio, cuando él dice que no pretende destruir el Capitalismo, pero apenas reformarlo para mejor. Esta es una tarea imposible, pues suponer un capitalismo bien comportado, limpio y no destructivo, es suponer el vampiro vegetariano. 

 
  *Plínio de Arruda Sampaio – Es el candidato a la presidencia de las elecciones de Brasil, 2010, por el PSOL : Partido Socialismo e LIberdade – Partido Socialismo y Libertad.

10-09-10
 En las últimas  semanas, oposicion se fija en reconquistar  votos de la clase media

 Los casos de quebras de los sigilos bancários por la Receta Federal, hicieron despertar la esperanza del PSDB  (la oposicion), en llegar al segundo turno, desde que sean recuperados los votos que Serra ha perdido de la clase média, su tradicional reducto. Por esta razón, él y su prensa, van a exaltar este caso, hasta el último día.

 Todavia, tenemos ahí dos curiosas contestaciones, que merecen una analisis más detallada: a- desde el início de la propaganda electoral gratuita, cuando el equipo del mercado publicitário, tiene que mostrar su real habilidad, el puntaje de votos para Serra decayó; b- si los votos perdidos por el tucano (PSDB) no se fueron todos para Marina, que adoptó un discurso semejante al de Serra, esto significa que hubó una grande transferencia directa para Dilma.

 El lector que acompaña nuestros comentários acerca de la evolución del electorado, sabe que grande parte de esta transferencia directa, ocurrió en los electorados con renta inferior a trés salários mínimos y entre las mujeres, los últimos ingresados en la discusión política y a tener una decisión electoral. Ese seguimiento, por asi decir, le fue presentado a Dilma por el horário político gratuito, y así “se dio cuenta”, que ella es por lo menos tan buena administradora cuanto se imaginaba que Sierra era, con la ventaja de ser la candidata de Lula.

 Ya era esperado, por lo tanto, que este fenómeno de transferencia terminara cuando esta fase de presentación estuviera concluída y, en linea general, que todos ya supiesen quien es quien en estas elecciones. Esto sucedió hace dos semana. Pero (y esta es el punto), Dilma continuó creciendo y Serra continuó a decaer. Qué pasó ?
 
  Los votos de la clase media

  Pasa, que buena parte de la clase media, se arrimó para el lado de Dilma. Y aqui la analisis se vuelve extramamente compleja. Así mismo, vamos a intentar aclarar eso, separando trés vectores principales.

  1- Hay un sector de la clase media emergente y pragmático, contrário a las ideologias y que vota pensando en su vida privada, y en su ventaja personal. Estas personas odian al comunismo o cualquier cosa parecida, tipo Hugo Chávez. Quieren, basicamente, seguridad y pocas dudas con relación al futuro. En este aspecto el publicista de marketing de Serra perdió de diez a cero para el publicista de Dilma. Ambigua, la propaganda tucana no consiguió mostrar que Dilma era una amenaza y que Serra era el antídoto. Todo porque el paulista (Serra, que es del Estado de São Paulo), tuvo miedo de afrontar a Lula rotundamente. Ya la publicidad petista, mostró que con Dilma no habria sorpresas tampoco cambios bruscos y traqueteos. Además, este sector ve con buen ojos la asociación (armonia) entre las esferas federales, estaduales y municipales, lo que fue exaltado en los programas del PT – Partido de los Trabajadores.
 
  2- Existe también un sector de la clase media, con inquietudes, “hormiguillas”,  ideológicas que remontan a los Años Rebeldes. Esta gente, hoy aburguesada y con la cuenta de ahorros rellenada en el banco, podria votar en Serra, un poco incomodada , talvez, pero votaria. Como surgió Marina, la preferencia es de ella. Votar en la candidata verde (Marina es del PV – Partido Verde), haz con que las personas se sientan actualizadas, sín que sus activos financeros corran el menor riesgo.

  3- Hay finalmente, un ancho sector de la clase media, que alenta por las izquierdas o milita ostensivamente. Estos jamás votarian en Serra, ni en Marina que cambió de lado muy subitamente. Podrian votar en Plínio, pero Plínio no alcanzó exito. Entonces votarian en Dilma, pero sín  movilizarse. Y este grupo precisamente, hizó la diferencia (el eje ideológico). Fue el grupo que se sensibilizó con los primeros programas explorando el pasado guerrillero de Dilma. Asi la petista, adquirió una mobilización altamente multiplicadora de votos. Twitter nos muestra esto diariamente.

  Como el resumen de la ópera, después de esta pequeña digresión sobre las tendencias de la clase media, es preciso decir que todo esto tendria menor importancia si las eleicciones aun estuviesen más distantes. Esto porque, encontramos principalmente en la clase media aquellos los cuales llamamos de formadores de opinión. Todavia, para qua la opinión de ellos se concretize en la urna, es necesário que transcurra un cierto tiempo de maduración. Y este tiempo, ya no hay. En trés semanas solamente es imposible girar el brazo de esta viola.

  Sobre el mismo tema, lea más en la columna Arte & Manha.

01-09-10

Al mostrar Dilma Rousseff como guerrillera, la
 prensa le dió  lo que más le faltaba: luz própia

 No tengo la  menor duda de que la intención de la revista Época al mostrar explicitamente el pasado guerrillero de Dilma, ha sido el de prejudicarla. Pero creo que, una vez más, que el tiro le salió muy mal a la Derecha.

 La derecha y su mídia están atribuladas porque no esperaban una vitória de Dilma hasta con cierta facilidad y en el primer turno. Pero su desorientación, viene de más lejos, como hemos dicho en este blog. Viene primero, de suponer que es pública, la opinión que ella publica. Pero no lo es ! La verdadera opinión pública, va mucho más allá de lo que dicen los noticieros de la Rede Globo o de la Folha y más lejos aún, de lo que piensan los lectores privilegiados de estos dos periódicos, cada vez más embusteros.

  En segundo lugar, hay un equívoco proveniente de la desubicación descrita arriba: el de suponer que el el facto de Dilma haber sido guerrillera urbana, asusta al gran público. No asusta, pues la gran mayoria del electorado, desgraciadamente y por culpa precisamente de la prensa y del movimiento cultural por ella controlado en su buena parte, no tiene noción alguna de lo que sea una guerrilla urbana y de su importancia para la história del País.

  Es corriquiero, banal, en la inconsistencia cultural y en la hipocresia burguesas, esta posición envuelta entre el cinismo e ingenuidad, siempre incongruente: los guerrilleros rebeldes pueden ser cultuados desde que en tierras distantes y en épocas remotas. Tan luego estos personajes sean vistos en la geografia y de la realidad más próximas, pasan a ser tratados como peligrosos terroristas. En este sentido, Gabeira y Sirkis, los guerrilleros arrepentidos de los “crimnes de sangre”, són cortejados, mientras Plínio, el guerrillero permanente, es fijado con desconfianza, aun que jamás haya disparado siquiera un tiro.

  Cuando el presidente Lula comparó Dilma a Nelson Mandela, Míriam Leitão y Lúcia Hipólito, dos de las mejores representantes de esto estilo de ser de nuestra prensa burguesa, estrillaran, diciendo que la comparación era una afronta, una aberración. Por qué Míriam ? Por qué Lúcia? Acaso Mandela sufrió más que Dilma en los cárceres del Terrorismo Fascista? Acaso Dilma, asi como Mandela, no ha preferido promover un gobierno para todos y abandonar cualquier sentimiento de venganza ? 

  La prensa de derecha atarantada logró este extraordinário hecho: darle la luz a un poste.

25-08-10

Eleiciones in Brasil:
La  Derecha sufre derrota histórica y.
Izquierda tendrá que demostrar que es posible
hacer la revolución por medio del voto 

Por
Francisco Barreira  

  Desde Leonardo Berstein * y Karl Kautsky* , “el renegado”, ningun marxista revolucionário, empreendió un esfuerzo teórico sério en el sentido de lograr la revolución por medio del voto, o sea, sín romper abruptamente el cuadro institucional burgues, con el uso de las armas.  Siempre ha sido más cómodo y conveniente, repetir los refranes revolucionários leninistas y esperar, sentado, la ocurrencia de condiciones objetivas y correlaciones de fuerzas adecuadas .

 El problema es que la última vez que esta conjunción de factores favorables ocurrió de manera incontestable, proporcionando una revolución bien sucedida, fue en 1959 en Cuba. Es decir, que ya ha pasado de la hora, de analizarnos atentamente la cuestión de la Tercera Via, ya famosa pero tan mal definida.

  Todo esto viene a propósito de la necesidad de llamar la atención de nuestros teóricos y formuladores que, con la vitória de Dilma Rousseff, en Brasil, probablemente de forma espetacular y luego en el primer turno, la América del Sur va a transformarse en el mayor reducto izquierdista del Planeta. 
 Veamos: tendremos una ex-guerrillera presidiendo en Brasil y un ex-guerrillero presidiendo en Uruguay. En Venezuela, Ecuador y Bolívia, tenemos trés bolivarianos revolucionários que solamente no són tomados en sério por la prensa atrofiada y por marxistas caducos. Por fin, en Argentina y en Paraguay, tenemos dos simpatizantes. Los teóricos que no consiguieren ver en esto una excelente correlación de fuerzas, pueden pasar en el Departamiento de Personal y llevárselo el aviso previo.

 También podemos hablar algo sobre las condiciones objetivas: Hay, en las columnas Para Entender La Crisis y El Impase Ecológico , por lo menos una decena de artículos que examinan, a la exhaustión, el fenómeno el cual lo llamo de crepúsculo del capitalismo, y que está ocurriendo en este exacto momento, cuando el capital pierde la capacidad de acumular su própio excedente y fenece.

  *Bernstein “el revisionista”, fue el marxista revolucionário alemán que formuló, en oposición a las tesis leninistas, la idea de que era posible construir el socialismo por etapas (reformas) sín romper con la estructura “democrática” del sistema. Él es el padre de la Social Democracia y el abuelo de los tucanos (PSDB – Partido Social Democrata Brasileño) .

   *Kautsky, en la linea de Bernstein, confrontó con el Centralismo Democrático de Lenin. 

   El desafio, ahora, es viabilizar la revolución socialista sín recorrir al centralismo democrático y sín, por otro lado, encaminar por las trillas que conducieron los social democratas al neoliberalismo. Nadie está a decir que esta es una tarea sencilla. Pero una de las recomendaciones, es ampliar la acción del Estado, pero sín permir que este deje de ser democrático. Otra sugerencia: que el Estado sirva al ciudadano, y no al Capital. 

19-09-10

Colombia Rechaza Bases de los Estados Unidos

Por
Francisco Barreira

De Colombia nos llega una importantísima información, que la prensa brasileña,  cada vez más embustera e incompetente, no divulgará en la medida correcta: la Suprema Corte de la Justícia colombiana, canceló, por considerar inconstitucional, el acuerdo firmado hace ocho meses, por el ex- presidente Álvaro Uribe, concediendo permiso para la instalación de bases estadounidenses en su país.

 A través de este documento, firmado el Diciembre del año pasado, entre Washington y Bogotá,  militares norte-americanos podrián instalarse en siete bases localizadas en território colombiano casi todas muy cercanas a las fronteras con Brasil, Venezuela y Ecuador.

 Esa concesión extravagante, fue duramente condenada por todos los presidentes sudamericanos, excepción del presidente Alan Garcia, de Perú. Hasta hoy, este tema provoca constantes manifestaciones de preocupación por parte del gobierno brasileño, siendo el principal punto de diferencias entre los gobiernos de Lula y Obama.

 La verdad es que la obtención de la licencia para la instalación de las bases, fue una importante victória estratégica del Departamiento del Estado de los Estados Unidos, dedicado a evitar, a cualquier precio, la consumación de una unión efectiva entre los países sudamericanos. Esta unión sintetizada en la UNASUR, inspirada en la Unión Europea, y que tiene como punto de partida el  MERCOSUR, creará en esta parte del Mundo, su cuarta mayor potencia.

  Todavia, unidos a los objetivos estratégicos (permanientes) de los Estados Unidos,  la prensa brasileña y los tucanos (el partido PSDB brasileño), como canallas, hacen lo posible para entrabar esta unión, comienzando por boicotar el MERCOSUR.

  Con la eliminación del acuerdo militar, el último empecillo para un acercamiento entre Colombia y Venezuela y la inserción colombiana en la Unión de la América del Sur, pasa a ser la cuestón envolviendo las FARC, Fuerzas Armadas Revolucionárias Colombianas. Sín perspectivas históricas y objectivas para proseguir en la lucha armada, estos guerrilleros, que actuan hace medio siglo, ya daban señales de que están dispuestos a negociar una anistia y el abandono de las armas. En la realidad, actualmente las FARC sirven apenas como un pretexto para las incursiones intervencionistas de los estadounidenses en el Continente .
  El nuevo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, (que tomó pose hace quince dias), ya mostrará a los gobiernos brasileño y argentino, la intención de negociar una aproximación con Venezuela. 

  .

O Grande Debate

08/08/2010

Aqui o debate é realmente livre.

 10-10-10

Histórico das delinquências do jornal o Estado de S. Paulo

Por Fausto Barreira 

Defesa do golpe militar no Brasil em 1964, defesa da censura da Ditadura Militar em 1968, defesa do agronegócio e do assassinato dos sem-terra, esse é o histórico de delinquências do jornal O Estado de S. Paulo, que fica “enriquecido” com a recente demissão da psicanalista Maria Rita Kehl.

Procurarei, por meio da reprodução dos textos abaixo, mostrar que o jornal O Estado de S. Paulo tem uma trajetória de delinquência muito rica e que, não satisfeito com isso, procura adicionar novos fatos relevantes à sua já extensa “folha corrida”, demitindo uma jornalista que ousou discordar de sua linha editorial.

Segue trecho do artigo “A imprensa brasileira e a construção do consenso em torno do golpe” de Claudia Jawsnicker, em que ela descreve o papel da grande imprensa burguesa (com destaque para o Estadão) na articulação do golpe militar de 1964:

“Parte da grande imprensa viria a se constituir na principal portadora da mensagem contra a permanência de Goulart no poder, atuando na construção de um consenso para a intervenção militar. Em editoriais e artigos críticos ao governo federal, publicações como o Jornal do Brasil, O Globo e O Estado de S. Paulo combatiam a ameaça do comunismo, criticavam as alianças do governo com líderes de esquerda e procuravam mobilizar a opinião pública para o perigo das reformas políticas do governo. As críticas enfatizavam a ‘subversão da ordem e o avanço do comunismo’, anunciando, em tom alarmista, que ‘forças políticas comunistas tentariam tomar o poder no país’. ‘Muito se tem suportado este país para que o funcionamento do regime não sofra interrupções, mas agora chegamos a um ponto que seria loucura continuar transgredindo. Quando os principais responsáveis pela coisa pública se associam aos mais notórios agitadores e comunistas, para pregar contra a Constituição e contra o Congresso, não é mais possível a omissão de um único brasileiro, impõem-se a luta e a reação’, bradava um editorial de O Globo, às vésperas do golpe.

No Rio de Janeiro, três empresas jornalísticas cariocas conceberam um espaço organizado de crítica às idéias nacionalistas do governo federal por meio da criação do programa radiofônico diário: a Rede da Democracia, comandado pelas redes Tupi, Globo e Jornal do Brasil. O programa era repercutido pelo país através de centenas de emissoras afiliadas e os pronunciamentos dos programas eram posteriormente publicados nos respectivos jornais. Já em São Paulo, o empresário Ruy Mesquita, publisher de O Estado de S. Paulo, vinculado à UDN, organizava semanalmente reuniões conspiratórias com grupos de civis e militares de ‘oficialidade pequena’ para encontrar formas de conter o movimento esquerdista, como ele próprio assumiria em entrevista à Revista Lua Nova, em 1984: ‘Jango, pelas suas próprias condições culturais, era um incapaz. Era até uma boa pessoas para convívio social, mas completamente despreparado para algum dia ser presidente da República, muito menos num momento como aquele’, afirmou à revista o jornalista-empresário.”

O “Estadão” gosta de se dizer vítima da censura da ditadura. Cito, então, trechos de editorial do jornal, de 1968, época de recrudescimeto da repressão, em que dá aval explícito à censura:

“(…) Foi uma oportuna manifestação a que se registrou recentemente na Assembléia Legislativa, pela palavra do deputado Aurélio Campos, sobre os excessos que se tem verificado em representações teatrais no terreno do desrespeito aos mais comezinhos preceitos morais. O mundo teatral – tanto os atores e atrizes como os autores – vêm movendo uma campanha sistemática contra a censura, e como esta nem sempre é exercida por autoridades à altura de tão graves e, às vezes, tão delicadas questões, a tendência de muitos é cerrar fileiras entre os que combatem. O que na censura geralmente se vê é uma ameaça à liberdade, o que assume a feição particularmente antipática quanto à liberdade ameaçada é a artística. Carradas de razão, entretanto, teve o parlamentar acima referido ao assinalar, a propósito de peça teatral a cuja representação assistira, que a censura, longe de se mostrar rigorosa no escoimá-la de seus exageros mais escandalosos, o que revelou foi uma complacência que não pode deixar de ser severamente criticada.(…)”.

Ao contrário de hoje, quando os artistas de teatro e cinema se calam diante das posições fascistas do Estadão em troca de divulgação para suas obras, em 1968 a classe teatral em peso repudiou a defesa feita pelo jornal da censura da Ditadura Militar.

Segue trecho de entrevista do crítico teatral Sabato Magaldi em que ele relata a manifestação de repúdio dos artistas ao editorial do Estadão:

“Em 14 de junho de 1968, por exemplo, catorze artistas de São Paulo e quatro do Rio de Janeiro convocam a imprensa para anunciar que devolverão os prêmios ‘Saci’, concedidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, em protesto a um editorial sobre a “pendência entre a classe teatral e a censura”, considerada pelos artistas ‘totalmente favorável à censura ditatorial’.

No cerne da ‘pendência’ estão os cortes feitos no espetáculo ‘Primeira Feira Paulista de Opinião’, reunindo textos de vários autores. Mas toda a classe teatral assume o protesto. Cacilda Becker, Walmor Chagas, Fernanda Montenegro, Maria Della Costa, Sérgio Mamberti, Odete Lara, Jorge Andrade, Lélia Abramo, Etty Fraser, Ademar Guerra, Fauzi Arap, Augusto Boal, Flávio Império, Flávio Rangel, Gianfrancesco Guarnieri, José Celso Martinez Corrêa, Liana Duval, Paulo Autran e Tônia Carrero – a nata do teatro brasileiro – são os que devolveram os prêmios.”

O Estado de S. Paulo apresenta uma face “progressista” nos seus cadernos de Cultura (que agora está desmascarada com a demissão de Maria Rita Kehl) incentivando a música brasileira, o cinema de arte e o teatro de qualidade e com isso coopta artistas e intelectuais que se calam diante das posturas fascistóides do jornal como é o caso do editorial intitulado “Tapete vermelho para invasores” publicado no dia 02/03/2008 em que defende o assassinato de sem-terra.

Seguem os trechos mais policialescos do editorial:

“(…) O juiz substituto de Piranhas (AL), John Silas da Silva, expediu na quinta-feira mandados de busca e apreensão e autorizou a Polícia Civil a fazer uma devassa em fazendas e em acampamentos e assentamentos de sem-terra à procura de armas na região.

Essa decisão foi tomada depois do conflito de quarta-feira, que deixara oito sem-terra feridos. Centenas de pessoas ligadas ao Movimento dos Sem-Terra (MST) haviam tentado invadir a Fazenda Lagoa Comprida e foram recebidas a tiros, disparados por pessoas a serviço do proprietário da fazenda, Jorge Fortes Gonçalves – que foi preso e levado à Delegacia Regional de Delmiro Gouveia.(…)

(…) Consideremos agora o seguinte: em qualquer propriedade urbana é permitido o uso de pessoas empregadas no serviço de segurança – contra invasões ou assaltos -, inclusive, quando autorizadas legalmente, portando armas de fogo. Por que deve ser diferente em se tratando de propriedade rural? Terá o dono da fazenda menos direito de defender o que lhe pertence? Se uma residência ou uma empresa é invadida ou assaltada na cidade, é hábito a Justiça mandar fazer uma investigação para saber se a vítima possui algum tipo de arma? Ou será que o parágrafo 1º. do artigo 1.210 do Código Civil Brasileiro não tem vigência alguma no campo, mas apenas nas cidades? Pois não resta dúvida de que o trabalho de segurança, contratado pelos proprietários urbanos, pode constituir uma “intimidação”, uma “ameaça” e até uma ação concreta (um tiro) contra eventuais invasores. (…)”

Enfim, colhemos a “pérola” que é o artigo de ex-ministro Mailson da Nóbrega em defesa livre mercado e do “direito” de propriedade dos desmatadores da Amazônia.

“Burocracia anticapitalista e antiagricultura

Mailson da Nóbrega
O Estado de S. Paulo
24/2/2008

O anúncio de restrições de acesso ao crédito pelos que descumprirem regras ambientais demonstra mais uma vez os contrastes do governo Lula. De um lado, uma política econômica responsável. De outro, visões anticapitalistas e a dificuldade de perceber danos de ações burocráticas ao potencial de crescimento. (…)

(…) O livre mercado não funciona sem as instituições que garantem direitos de propriedade e respeito aos contratos.(…)”

8-08-10

Ensino:o público e o privado no Brasil

Por
ÁlvaroBastos

Amigo, tenho acompanhado tudo que escreves no Twitter.

 Na questão da educação acompanhei e até participei de  todas as greves das últimas  duas décadas no Rio de Janeiro. Hoje, mais maduro reflito e vejo que apesar das grandes mobilizações  por melhores salários e em defesa da escola pública, elas, em muitos aspectos, acabaram servindo como instrumento da Direita  para a privatização da educação brasileira. Posso afirmar que apesar da existência da escola pública assitindo as populações da periferia, a classe média foi empurrada para as escolas privadas  por causa das greves longas da década de 80 e 90.

Este processo de privatização iniciou-se na Ditadura com os cursinhos que foram transformados criminosamente em escolões que levavam à aprovação no vestibular . Com a luta foram criados  vários sindicatos de educação  corporativos destruindo o sindicato único de professores por estado . Até 88, os professores não podiam se sindicalizar. Por isto  surgiram associações para encaminharem suas lutas corporativas e políticas .O resultado desta política plurarista foi o nascimento de  sindicatos de professores públicos e sindicatos de professores particulares em plena abertura.Eles se mantiveram contrariando a exigência constitucional de 1988 que estabelecia a unicidade sindical para sobrevivência de suas lideranças de várias correntes partidárias. Era tudo que os privatistas queriam. Greves na escola pública e nenhuma greve na escola particular. Participei do Comando de Greve contra as escolas particulares nos anos 90 no RJ. Me lembro que o dono do Anglo americano (Ney Suassuna) chamou a PM que colocou cachorros sobre nós. Todos os grevistas daquela escola foram demitidos junto conosco. Naquela época, reinvindicávamos 100% e ajustiça do trabalho deu 0% determinando o fim da greve. Sofremos marcatismo e ficamos desempregados. Mais de 5000 professores demitidos no final do ano com aviso prévio e os
 pelegos da diretoria  sindical tinham imunidade eterna de mandato sindical.

 Concomitantemente, o patronato cria o seu cartel chamado de sindicato  único de estabelecimentos de ensino particular . A partir desse  momento eles traçam uma política para influenciar e constituir maioria em todos os Conselhos de Educaão do Brasil.Muitas vezes de forma disfarçada,  ou apoiando representantes de escolas públicas nas secretarias de educação, mas que acabavam, lá na frente, após sairem do governo, ganhando um  grande emprego na iniciativa privada.Lembrem-se que não existe Lei da Quarentena  na educação. Assim eles premiavam aqueles que apoiavam  suas políticas públicas nas secretarias de educação com seus projetos neoliberais de terceirizações e mantinham seus pelegos nos sindicatos particulares acirrando o confronto ideológico e divisionismo no magistério . Começei a desconfiar disso quando fui escolhido por Brizola para acompanhar o  problema no Conselho estadual de Educação./RJ .

Conversei muito este assunto com o governador Brizola,depois com  Darcy e Bayard Boiteux (presidente do Conselho de Educação) e com o saudoso Diretor do PedroII/professor Shideak. Todos apoiavam minha  tese  e me apoiavam  na luta contra o que chamamos na época de Máfia da Educação.

Quando saímos do governo por causa da eleição de Marcelo Alencar do , um  novo Conselho de Educação foi nomeado onde  a hegemonia era claramente de políticas privatistas e neoliberais. A partir desta data  nunca mais o Conselho Estadual de Educação RJ teria a hegemonia de representantes da escola pública. Foi a festa. As raposas nomeadas para o galinheiro. Eles legitimaram a destruição dos Cieps; a transformação das escolas técnicas públicas em escolas de qualificações; diminuíram a grade curricular, isto é , o número de aulas das matérias exigidas por Lei e traçaram uma política de deixar a greve ser longa, para que os pais transferissem seus filhos das escolas públicas para as particulares. Posteriormente, veio a proposta de aprovar automaticamente no 1º grau (diferente da avaliação continudada de  Darcy RIbeiro)  e analfabetos chegaram as escolas secundárias determinando a  reprovação em massa.Isto estimulou   a violência a chegar mais rapidamente nas  escolas. Para isto  as políticas públicas  retiraram a autoridade  e desmoralizaram a figura do professor. Até em programas televisivos onde o professor era motivo de chacota construiram um senso comum contra a figura do professor .

Parte da lasse média  ficou assustada  com o caos e  não querendo ver seus filhos mistrados com alunos vindos  dos bairros pobres da periferia,   com costumes e cultura que não eram os desejados por eles . Isto determinou uma grande fuga e separação. Surge assim a escola  pública de pobres e escolas  privadas de ricos ou privilegiados. Criminalizaram a escola pública e ,nas comunidades, carentes  elapassou a ser escudo da troca de tiros entre policiais e bandidos.

 Não obstante , o projeto fixista e anticientífico entrou nas escolas públicas. A evolução genética foi praticamente abolida . E chegavam, agora, os alunos filhos de pentescostais que impediam e chacoteavam os professores que falavam da evolução  e da origem da vida . Tudo era  contra a bíblia  e era de satã . Satanizaram a escola pública como a igreja satanizou a sociedade na peste bulbônica na Idade média . A teocracia agiu com muito lobby e com o discurso de que assim vai diminuir a violência e o consumo de drogas entre os jovens. Resultado: o próprio professor de religião trabalhava a cabeça dos alunos contra o darwinismo e as leis da Ciência.

 A música foi retirada do currículo  esurgiram propostas de educar de acordo com arealidade e aulas de música desapareceram para dar lugar ao Funk da bárbárie e o Hip hop,substituindo a cultura nacional. Ao mesmo tempo a televisão , em especial a Globo, com suas novelas “Big_bostas da vida ” foram construindo a ética e valores de nossos alunos estimulando a barbárie, violência sexual e a vantagem a qualquer preço, a “Lei do Gérson “. Todos os seus filmes na maioria o tema  era sexo com estupro e morte.

 Era a cultura da Barbárie ou a satanização da sociedade nos canais.

Diante do exposto, temos a seguinte realidade : a educação pública para os miseráveis e a educação particular para os privilegiados. Não satisfeitos , querem agora a entrega de todos os recursos educacionais as Organizações Sociais e fundações . Para isto podem até substituir falta de professores por aulas televisivas ou de educação à distância .Por que? Ora nenhum jovem vai usar seus recursos para se formar no magistério para pegar um ônibus cheio para periferia e ganhar um salário de R$540,00 sem vale-transporte e refeição. No caso das jovens é ainda pior . Elas deixam de serem professoras educadoras para seguir a profissão da carreira de policial militar por causa do piso salarial e ascenção na carreira.

Por fim, posso afirmar que apesar da existência de milhares de escolas públicas e professores mal pagos, a Educação Brasileira de 1 e 2 Grau, quando não está  privatizada, está precarizada. Qual a saída :
1)Os filhos de :
Professores; juízes; desembargadores; políticos ; delegados;polícia federal;ministério público; tribunal de contas ;comandanttes da PM ; governadores ; prefeitos devem ser obrigados a estudar na escola pública.

2)Toda a educação brasileira  e escolas tem que ser federalizada (como na França) , isto é , de respponsabilidade da Presidência da Répública.Só assim nos livramos desses prefeitos e governadores que só pensam nos salários da Polícia e da Justiça.

ALVARO BASTOS  COORDENADOR DO MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO DO PDT/RJ

A Voz do Professor

06/08/2010

 Este espaço é dedicado às manifestações de professores, uma categoria essencial que é tratada, em todos os níveis, de forma aviltante. É a pequena contribuição deste blog que pretende ser um  elemento a mais na luta pelo socialismo.

 27-01-12

Uma  lição para o Bial

O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia,
 com seus versos afiados já provocara grande
polêmica com o cordel “Caetano Veloso: um sujeito
alfabetizado, deselegante e preconceituoso”.

Desta vez o alvo é o  programa BBB da TV Globo. Nesse
novo cordeli “Big Brother Brasil, um programa imbecil” ele
não deixa pedra sobre pedra.. São 25 demolidoras septilhas (estrofes de
7 versos).

Eis o cordel:

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

E muitos já se sentem mal 


Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.


A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

E terminamos assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

 

 

15-12-10

Uma ótima idéia

Por
Paula Rempel

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007, DETERMINA A OBRIGATORIEDADE DE OS AGENTES PÚBLICOS ELEITOS MATRICULAREM SEUS FILHOS E DEMAIS DEPENDENTES EM ESCOLAS PÚBLICAS ATÉ 2014.

 Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas. Uma idéia muito boa do Senador Cristovam Buarque. Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, Deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública. As conseqüências seriam as melhores possíveis. Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.
SE VOCÊ CO NCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM.
Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país. O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
Ainda que você ache que não pode fazer nada a respeito, pelo menos passe adiante para que chegue até alguém que pode fazer algo.

19-05-11

E o salário, ó

Por
Milena Caldeira

Veja como professora calou deputados:

http://youtu.be/yFkt0O7lceA (@MarceloCherto)

24-12-10

Desabafo:

 Transformam a vocação do professor numa piada

Por Marcilon Oliveira

Desculpem-me,amigos mas ando azedando…

Dizer que o salário dos professores é uma prioridade tornou-se moda ou algo politicamente decente…
O Lula chegou a afirmar que “é melhor um professor bem pago dando aula sob uma árvore, a dar aula em prédios luxuosos recebendo migalhas…”

Portanto…
Não se trata de ter boas e convincentes FALAS, quero ver ação!!!
Nossa devoção está com os dias contados!!!

O Lula sai sem ter implantado, ou pelo menos nos mostrado o que, de fato, é esse Fundeb.
Continuamos com salários pífios, desvalorizados socialmente e o pior, sem nenhuma crença
que algum governo realmente tenha decência de nos tratar com o valor que temos.

O tal Piso veio simplesmente instituir e legalizar a indecência de governos lacaios que agora fazem propaganda eleitoral com a miséria que pagam aos professores.
ISSO É DESPREZÍVEL!!!

Somos uma categoria vitimada por uma sociedade violenta e desprovida de instrumentos que ergam os valores humanos. Estamos acuados em uma prática arcaica imposta por uma clientela que mal sabe ler ao passo que temos que mostrar resultados satisfatórios para o poder no tocante a aprendizagem desse aluno, hoje já viciado com a cultura do “passa de todo jeito.”

O estado de Pernambuco é pioneiro em inventos; agora determina que cumpramos quase oito expedientes mas não fala em remuneração decente. SOMOS, EM PERNAMBUCO, OS PROFESSORES QUE RECEBEM O PIOR SALÁRIO DA FEDERAÇÃO.
E isso deveria envergonhar a classe política, a sociedade civil organizada e nós,
os mais desvalorizados da União, deveríamos nos mobilizar mais, corrermos mais atrás de algum respeito…

Tribunais Superiores que tiveram seus vencimentos acrescidos em quase 120% não vão, certamente, considerar a luta de professores algo digno ou legítimo. Estão comprometidos com poder silenciador ou mesmo denunciativo imposto por seus alucinantes salários…
Resta-nos a luta, mesmo que esta seja combatida por esses tiranos que sempre sentenciam nossas causas como ilegítimas…
Este estado de coisas me faz crer que minha vocação é algo descabidamente doloroso, e dói mais ainda ver que raríssimos jovens querem seguir, hoje, uma profissão tão nobre.
Marcilon Oliveira é efetivo em Itambé, Pernambuco.
 

A degradação do nível do ensino

Por
Paula Rempel

Meus amigos, família e colegas professores e professoras
O Brasil sempre teve mania de adotar políticas educacionais  usadas nos Estados Unidos. O que eles APLICAVAM LÁ, O Brasil copiava cá. Há vinte anos, nós professores estamos denunciando que esse tipo de ensino não tava funcionando p/ as nossas crianças. Mas  Covas, José Serra e Alckmin NUNCA nos ouviram. Eles simplesmente lançavam, jogavam em cima de nós professores e nos obrigava a cumprir. Nunca participamos de debates ou questões relacionadas ao ensino. Engenheiros, economistas, esses sim, eram e ainda são os únicos ouvidos. Como já denunciei aqui em outros emails, o sistema falhou. Esse método baseado na MERITOCRACIA,  não funcionou. Os senhores já mencionados nesse texto acabaram com, a educação paulista. Hoje temos várias gerações de alunos apenas alfabetos funcionais. Sabem assinar o nome, lêem com dificuldade, não sabem interpretar um texto, logo têm dificuldade p/ resolução de problemas e resolver questões simples que deveriam ajudá-lo na vida diária. Os governos do PSDB de SP copiaram a metodologia americana, insistiram no erro mesmo sendo advertidos pelos professores na figura dos sindicatos e o resultado está aí. Depois de 20 anos, a americana Diane Ravitch, criadora do método da meritocracia, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno  nos Estados Unidos, se diz arrependida e que o método NÃO FUNCIONOU.
E agora Serra? E agora Alckmin? O que vocês têm a dizer a sociedade sobre isso? Terão ao menos a dignidade de admitir que os professores paulistas estavam certos? Professores conhecem cada um dos seus alunos. Sabem que o ensino não pode ser padronizado, que o processo ensino aprendizagem é muito complexo e que, deve-se respeitar o tempo individual de cada aluno. Que a padronização é excludente porque nivela todos alunos no mesmo patamar de aprendizagem.
Poderia ficar horas aqui argumentando sobre esse erro histórico cometido pela gestão do PSDB por  quase 20 anos, mas me estender deixaria o texto longo e cansativo para quem não é da área da educação e até mesmo para os meus colegas professores, pois, para eles nada do que acabo de escrever aqui  não é novidade.
Por favor leiam o texto abaixo e divulguem.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO (02/08/2010)
Meritocracia não melhora nível de ensino
A americana Diane Ravitch, criadora do modelo de educação baseado em metas, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno e fechamento de escolas mal avaliadas – bandeiras hoje levantadas em em São Paulo, se diz arrependida.
Simone Iwasso – O Estado de S. Paulo e JT
Uma das principais defensoras da reforma educacional americana – baseada em metas, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno e fechamento de escolas mal avaliadas – mudou de ideia. Após 20 anos defendendo um modelo que serviu de inspiração para outros países, entre eles o Brasil, Diane Ravitch diz que, em vez de melhorar a educação, o sistema em vigor nos Estados Unidos está formando apenas alunos treinados para fazer uma avaliação.
Secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação na administração de George Bush, Diane foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para assumir o National Assessment Governing Board, instituto responsável pelos testes federais. Ajudou a implementar os programas No Child Left Behind e Accountability, que tinham como proposta usar práticas corporativas, baseadas em medição e mérito, para melhorar a educação.
Suas revisão de conceitos foi apresentada no livro The Death and Life of the Great American School System (a morte e a vida do grande sistema escolar americano), lançado no mês passado nos EUA. O livro, sem previsão de edição no Brasil, tem provocado intensos debates entre especialistas e gestores americanos. Leia entrevista concedida por Diane ao Estado.

Por que a senhora mudou de ideia sobre a reforma educacional americana?
Eu apoiei as avaliações, o sistema de accountability (responsabilização de professores e gestores pelo desempenho dos estudantes) e o programa de escolha por muitos anos, mas as evidências acumuladas nesse período sobre os efeitos de todas essas políticas me fizeram repensar. Não podia mais continuar apoiando essas abordagens. O ensino não melhorou e identificamos apenas muitas fraudes no processo.

Em sua opinião, o que deu errado com os programas No Child Left Behind e Accountability?
O No Child Left Behind não funcionou por muitos motivos. Primeiro, porque ele estabeleceu um objetivo utópico de ter 100% dos estudantes com proficiência até 2014. Qualquer professor poderia dizer que isso não aconteceria ? e não aconteceu. Segundo, os Estados acabaram diminuindo suas exigências e rebaixando seus padrões para tentar atingir esse objetivo utópico. O terceiro ponto é que escolas estão sendo fechadas porque não atingiram a meta. Então, a legislação estava errada, porque apostou numa estratégia de avaliações e responsabilização, que levou a alguns tipos de trapaças, manobras para driblar o sistema e outros tipos de esforços duvidosos para alcançar um objetivo que jamais seria atingido. Isso também levou a uma redução do currículo, associado a recompensas e punições em avaliações de habilidades básicas em leitura e matemática. No fim, essa mistura resultou numa lei ruim, porque pune escolas, diretores e professores que não atingem as pontuações mínimas.
Qual é o papel das avaliações na educação? Em que elas contribuem? Quais são as limitações?
Avaliações padronizadas dão uma fotografia instantânea do desempenho. Elas são úteis como informação, mas não devem ser usadas para recompensas e punições, porque, quando as metas são altas, educadores vão encontrar um jeito de aumentar artificialmente as pontuações. Muitos vão passar horas preparando seus alunos para responderem a esses testes, e os alunos não vão aprender os conteúdos exigidos nas disciplinas, eles vão apenas aprender a fazer essas avaliações. Testes devem ser usados com sabedoria, apenas para dar um retrato da educação, para dar uma informação. Qualquer medição fica corrompida quando se envolve outras coisas num teste.
Na sua avaliação, professores também devem ser avaliados?
Professores devem ser testados quando ingressam na carreira, para o gestor saber se ele tem as habilidades e os conhecimentos necessários para ensinar o que deverá ensinar. Eles também devem ser periodicamente avaliados por seus supervisores para garantir que estão fazendo seu trabalho.

Na sua avaliação, professores também devem ser avaliados?
Professores devem ser testados quando ingressam na carreira, para o gestor saber se ele tem as habilidades e os conhecimentos necessários para ensinar o que deverá ensinar. Eles também devem ser periodicamente avaliados por seus supervisores para garantir que estão fazendo seu trabalho.
E o que ajudaria a melhorar a qualidade dos professores?
Isso depende do tipo de professor. Escolas precisam de administradores experientes, que sejam professores também, mais qualificados. Esses profissionais devem ajudar professores com mais dificuldades.
Com base nos resultados da política educacional americana, o que realmente ajuda a melhorar a educação?
As melhores escolas têm alunos que nasceram em famílias que apoiam e estimulam a educação. Isso já ajuda muito a escola e o estudante. Toda escola precisa de um currículo muito sólido, bastante definido, em todas as disciplinas ensinadas, leitura, matemática, ciências, história, artes. Sem essa ênfase em um currículo básico e bem estruturado, todo o resto vai se resumir a desenvolver habilidades para realizar testes. Qualquer ênfase exagerada em processos de responsabilização é danosa para a educação. Isso leva apenas a um esforço grande em ensinar a responder testes, a diminuir as exigências e outras maneiras de melhorar a nota dos estudantes sem, necessariamente, melhorar a educação.

O que se pode aprender da reforma educacional americana?
A reforma americana continua na direção errada. A administração do presidente Obama continua aceitando a abordagem punitiva que começamos no governo Bush. Privatizações de escolas afetam negativamente o sistema público de ensino, com poucos avanços de maneira geral. E a responsabilização dos professores está sendo usada de maneira a destruí-los.
Quais são os conceitos que devem ser mantidos e quais devem ser revistos?
A lição mais importante que podemos tirar do que foi feito nos Estados Unidos é que o foco deve ser sempre em melhorar a educação e não simplesmente aumentar as pontuações nas provas de avaliação. Ficou claro para nós que elas não são necessariamente a mesma coisa. Precisamos de jovens que estudaram história, ciência, geografia, matemática, leitura, mas o que estamos formando é uma geração que aprendeu a responder testes de múltipla escolha. Para ter uma boa educação, precisamos saber o que é uma boa educação. E é muito mais que saber fazer uma prova. Precisamos nos preocupar com as necessidades dos estudantes, para que eles aproveitem a educação.

De Cara Nova

27/03/2010

Em quase um ano,  Fatos Novos Novas Ideias chegou a 33 mil visitas. Número  que gera grande satisfação e demonstra, talvez, o valor do conteúdo nele publicado. Diante disso, agradeço a cada visitante e a cada um que deixou seu comentário.

É importante  dizer  também que  Fatos Novos Novas Ideias está de cara nova e, claro, cheios de novas ideias. Apesar das mudanças, há  o que fica, além deste que vos escreve, as seções do blog permanecem: “O Impasse Ecológico”, “Para Entender a Crise”, “A Pátria Grande”, “Coisas da Política”, “Constituinte Já”, “Pérolas & Pílulas” e “Última Hora”. Já na “Arte & Manha” e “As Cantoas do Rádio”, teremos duas novas colaboradoras, excelentes jornalistas da nova geração, Nany Mata e Maisa Capobiango. Por fim,  uma  seção nova está no ar: “Sexo & Comércio”.

Minha Opinião

27/03/2010

As mãos vazias de nosso grande chargista

Acontece com as melhores famílias e até com os grandes artistas. Desta vez, aconteceu com Chico Caruso, um ícone entre os chargistas brasileiros. Se há alguma unanimidade planetária hoje, ela diz respeito ao crescente prestigio internacional do Brasil, um emergente que estreia como protagonista na cena mundial. E estreia bem: líder incontestado na América do Sul, o País tem confrontado com sucesso a decadente política hegemônica dos Estados Unidos na América Latina. Além disso, ninguém ignora a crescente influência positiva do Brasil na África e no Oriente Médio.

Como comprovação inquestionável destes fatos, o presidente Lula foi eleito o Estadista Global do ano em 2009 e é frequentemente citado pela mídia mundial como “Profeta do Diálogo”. Onde estão as mãos abanando do presidente e do Itamaraty? Lapsos e falta de inspiração acontecem com os melhores chargistas. Esperemos que seja só isso. Seria um desastre se o nosso grande Caruso tivesse sido contaminado pelo anti-jornalismo criminoso de O Globo.

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