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A Voz do Professor

06/08/2010

 Este espaço é dedicado às manifestações de professores, uma categoria essencial que é tratada, em todos os níveis, de forma aviltante. É a pequena contribuição deste blog que pretende ser um  elemento a mais na luta pelo socialismo.

 27-01-12

Uma  lição para o Bial

O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia,
 com seus versos afiados já provocara grande
polêmica com o cordel “Caetano Veloso: um sujeito
alfabetizado, deselegante e preconceituoso”.

Desta vez o alvo é o  programa BBB da TV Globo. Nesse
novo cordeli “Big Brother Brasil, um programa imbecil” ele
não deixa pedra sobre pedra.. São 25 demolidoras septilhas (estrofes de
7 versos).

Eis o cordel:

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

E muitos já se sentem mal 


Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.


A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

E terminamos assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

 

 

15-12-10

Uma ótima idéia

Por
Paula Rempel

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007, DETERMINA A OBRIGATORIEDADE DE OS AGENTES PÚBLICOS ELEITOS MATRICULAREM SEUS FILHOS E DEMAIS DEPENDENTES EM ESCOLAS PÚBLICAS ATÉ 2014.

 Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas. Uma idéia muito boa do Senador Cristovam Buarque. Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, Deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública. As conseqüências seriam as melhores possíveis. Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.
SE VOCÊ CO NCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM.
Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país. O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
Ainda que você ache que não pode fazer nada a respeito, pelo menos passe adiante para que chegue até alguém que pode fazer algo.

19-05-11

E o salário, ó

Por
Milena Caldeira

Veja como professora calou deputados:

http://youtu.be/yFkt0O7lceA (@MarceloCherto)

24-12-10

Desabafo:

 Transformam a vocação do professor numa piada

Por Marcilon Oliveira

Desculpem-me,amigos mas ando azedando…

Dizer que o salário dos professores é uma prioridade tornou-se moda ou algo politicamente decente…
O Lula chegou a afirmar que “é melhor um professor bem pago dando aula sob uma árvore, a dar aula em prédios luxuosos recebendo migalhas…”

Portanto…
Não se trata de ter boas e convincentes FALAS, quero ver ação!!!
Nossa devoção está com os dias contados!!!

O Lula sai sem ter implantado, ou pelo menos nos mostrado o que, de fato, é esse Fundeb.
Continuamos com salários pífios, desvalorizados socialmente e o pior, sem nenhuma crença
que algum governo realmente tenha decência de nos tratar com o valor que temos.

O tal Piso veio simplesmente instituir e legalizar a indecência de governos lacaios que agora fazem propaganda eleitoral com a miséria que pagam aos professores.
ISSO É DESPREZÍVEL!!!

Somos uma categoria vitimada por uma sociedade violenta e desprovida de instrumentos que ergam os valores humanos. Estamos acuados em uma prática arcaica imposta por uma clientela que mal sabe ler ao passo que temos que mostrar resultados satisfatórios para o poder no tocante a aprendizagem desse aluno, hoje já viciado com a cultura do “passa de todo jeito.”

O estado de Pernambuco é pioneiro em inventos; agora determina que cumpramos quase oito expedientes mas não fala em remuneração decente. SOMOS, EM PERNAMBUCO, OS PROFESSORES QUE RECEBEM O PIOR SALÁRIO DA FEDERAÇÃO.
E isso deveria envergonhar a classe política, a sociedade civil organizada e nós,
os mais desvalorizados da União, deveríamos nos mobilizar mais, corrermos mais atrás de algum respeito…

Tribunais Superiores que tiveram seus vencimentos acrescidos em quase 120% não vão, certamente, considerar a luta de professores algo digno ou legítimo. Estão comprometidos com poder silenciador ou mesmo denunciativo imposto por seus alucinantes salários…
Resta-nos a luta, mesmo que esta seja combatida por esses tiranos que sempre sentenciam nossas causas como ilegítimas…
Este estado de coisas me faz crer que minha vocação é algo descabidamente doloroso, e dói mais ainda ver que raríssimos jovens querem seguir, hoje, uma profissão tão nobre.
Marcilon Oliveira é efetivo em Itambé, Pernambuco.
 

A degradação do nível do ensino

Por
Paula Rempel

Meus amigos, família e colegas professores e professoras
O Brasil sempre teve mania de adotar políticas educacionais  usadas nos Estados Unidos. O que eles APLICAVAM LÁ, O Brasil copiava cá. Há vinte anos, nós professores estamos denunciando que esse tipo de ensino não tava funcionando p/ as nossas crianças. Mas  Covas, José Serra e Alckmin NUNCA nos ouviram. Eles simplesmente lançavam, jogavam em cima de nós professores e nos obrigava a cumprir. Nunca participamos de debates ou questões relacionadas ao ensino. Engenheiros, economistas, esses sim, eram e ainda são os únicos ouvidos. Como já denunciei aqui em outros emails, o sistema falhou. Esse método baseado na MERITOCRACIA,  não funcionou. Os senhores já mencionados nesse texto acabaram com, a educação paulista. Hoje temos várias gerações de alunos apenas alfabetos funcionais. Sabem assinar o nome, lêem com dificuldade, não sabem interpretar um texto, logo têm dificuldade p/ resolução de problemas e resolver questões simples que deveriam ajudá-lo na vida diária. Os governos do PSDB de SP copiaram a metodologia americana, insistiram no erro mesmo sendo advertidos pelos professores na figura dos sindicatos e o resultado está aí. Depois de 20 anos, a americana Diane Ravitch, criadora do método da meritocracia, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno  nos Estados Unidos, se diz arrependida e que o método NÃO FUNCIONOU.
E agora Serra? E agora Alckmin? O que vocês têm a dizer a sociedade sobre isso? Terão ao menos a dignidade de admitir que os professores paulistas estavam certos? Professores conhecem cada um dos seus alunos. Sabem que o ensino não pode ser padronizado, que o processo ensino aprendizagem é muito complexo e que, deve-se respeitar o tempo individual de cada aluno. Que a padronização é excludente porque nivela todos alunos no mesmo patamar de aprendizagem.
Poderia ficar horas aqui argumentando sobre esse erro histórico cometido pela gestão do PSDB por  quase 20 anos, mas me estender deixaria o texto longo e cansativo para quem não é da área da educação e até mesmo para os meus colegas professores, pois, para eles nada do que acabo de escrever aqui  não é novidade.
Por favor leiam o texto abaixo e divulguem.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO (02/08/2010)
Meritocracia não melhora nível de ensino
A americana Diane Ravitch, criadora do modelo de educação baseado em metas, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno e fechamento de escolas mal avaliadas – bandeiras hoje levantadas em em São Paulo, se diz arrependida.
Simone Iwasso – O Estado de S. Paulo e JT
Uma das principais defensoras da reforma educacional americana – baseada em metas, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno e fechamento de escolas mal avaliadas – mudou de ideia. Após 20 anos defendendo um modelo que serviu de inspiração para outros países, entre eles o Brasil, Diane Ravitch diz que, em vez de melhorar a educação, o sistema em vigor nos Estados Unidos está formando apenas alunos treinados para fazer uma avaliação.
Secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação na administração de George Bush, Diane foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para assumir o National Assessment Governing Board, instituto responsável pelos testes federais. Ajudou a implementar os programas No Child Left Behind e Accountability, que tinham como proposta usar práticas corporativas, baseadas em medição e mérito, para melhorar a educação.
Suas revisão de conceitos foi apresentada no livro The Death and Life of the Great American School System (a morte e a vida do grande sistema escolar americano), lançado no mês passado nos EUA. O livro, sem previsão de edição no Brasil, tem provocado intensos debates entre especialistas e gestores americanos. Leia entrevista concedida por Diane ao Estado.

Por que a senhora mudou de ideia sobre a reforma educacional americana?
Eu apoiei as avaliações, o sistema de accountability (responsabilização de professores e gestores pelo desempenho dos estudantes) e o programa de escolha por muitos anos, mas as evidências acumuladas nesse período sobre os efeitos de todas essas políticas me fizeram repensar. Não podia mais continuar apoiando essas abordagens. O ensino não melhorou e identificamos apenas muitas fraudes no processo.

Em sua opinião, o que deu errado com os programas No Child Left Behind e Accountability?
O No Child Left Behind não funcionou por muitos motivos. Primeiro, porque ele estabeleceu um objetivo utópico de ter 100% dos estudantes com proficiência até 2014. Qualquer professor poderia dizer que isso não aconteceria ? e não aconteceu. Segundo, os Estados acabaram diminuindo suas exigências e rebaixando seus padrões para tentar atingir esse objetivo utópico. O terceiro ponto é que escolas estão sendo fechadas porque não atingiram a meta. Então, a legislação estava errada, porque apostou numa estratégia de avaliações e responsabilização, que levou a alguns tipos de trapaças, manobras para driblar o sistema e outros tipos de esforços duvidosos para alcançar um objetivo que jamais seria atingido. Isso também levou a uma redução do currículo, associado a recompensas e punições em avaliações de habilidades básicas em leitura e matemática. No fim, essa mistura resultou numa lei ruim, porque pune escolas, diretores e professores que não atingem as pontuações mínimas.
Qual é o papel das avaliações na educação? Em que elas contribuem? Quais são as limitações?
Avaliações padronizadas dão uma fotografia instantânea do desempenho. Elas são úteis como informação, mas não devem ser usadas para recompensas e punições, porque, quando as metas são altas, educadores vão encontrar um jeito de aumentar artificialmente as pontuações. Muitos vão passar horas preparando seus alunos para responderem a esses testes, e os alunos não vão aprender os conteúdos exigidos nas disciplinas, eles vão apenas aprender a fazer essas avaliações. Testes devem ser usados com sabedoria, apenas para dar um retrato da educação, para dar uma informação. Qualquer medição fica corrompida quando se envolve outras coisas num teste.
Na sua avaliação, professores também devem ser avaliados?
Professores devem ser testados quando ingressam na carreira, para o gestor saber se ele tem as habilidades e os conhecimentos necessários para ensinar o que deverá ensinar. Eles também devem ser periodicamente avaliados por seus supervisores para garantir que estão fazendo seu trabalho.

Na sua avaliação, professores também devem ser avaliados?
Professores devem ser testados quando ingressam na carreira, para o gestor saber se ele tem as habilidades e os conhecimentos necessários para ensinar o que deverá ensinar. Eles também devem ser periodicamente avaliados por seus supervisores para garantir que estão fazendo seu trabalho.
E o que ajudaria a melhorar a qualidade dos professores?
Isso depende do tipo de professor. Escolas precisam de administradores experientes, que sejam professores também, mais qualificados. Esses profissionais devem ajudar professores com mais dificuldades.
Com base nos resultados da política educacional americana, o que realmente ajuda a melhorar a educação?
As melhores escolas têm alunos que nasceram em famílias que apoiam e estimulam a educação. Isso já ajuda muito a escola e o estudante. Toda escola precisa de um currículo muito sólido, bastante definido, em todas as disciplinas ensinadas, leitura, matemática, ciências, história, artes. Sem essa ênfase em um currículo básico e bem estruturado, todo o resto vai se resumir a desenvolver habilidades para realizar testes. Qualquer ênfase exagerada em processos de responsabilização é danosa para a educação. Isso leva apenas a um esforço grande em ensinar a responder testes, a diminuir as exigências e outras maneiras de melhorar a nota dos estudantes sem, necessariamente, melhorar a educação.

O que se pode aprender da reforma educacional americana?
A reforma americana continua na direção errada. A administração do presidente Obama continua aceitando a abordagem punitiva que começamos no governo Bush. Privatizações de escolas afetam negativamente o sistema público de ensino, com poucos avanços de maneira geral. E a responsabilização dos professores está sendo usada de maneira a destruí-los.
Quais são os conceitos que devem ser mantidos e quais devem ser revistos?
A lição mais importante que podemos tirar do que foi feito nos Estados Unidos é que o foco deve ser sempre em melhorar a educação e não simplesmente aumentar as pontuações nas provas de avaliação. Ficou claro para nós que elas não são necessariamente a mesma coisa. Precisamos de jovens que estudaram história, ciência, geografia, matemática, leitura, mas o que estamos formando é uma geração que aprendeu a responder testes de múltipla escolha. Para ter uma boa educação, precisamos saber o que é uma boa educação. E é muito mais que saber fazer uma prova. Precisamos nos preocupar com as necessidades dos estudantes, para que eles aproveitem a educação.

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19 Comentários leave one →
  1. Alvaro Narciso de Queiroz Bastos permalink
    06/08/2010 11:42 pm

    É necessário combater a máfia da educação que representa os interesses da educação privada. No estado do Rio de Janeiro, eles modificaram a grade curricular reduzindo o nº de aulas de todas as matérias do núcleo comum .É cruel querer que um aluno de escola pública com um nº menor de aulas que aqueles que estudam com grades Colégios particulares enriquecidas possa ter no Enem uma classificação´no patamar delas . Desta maneira um professor pode ser distribuído por mais turmas para suprir a carência. Além disso diminui a qualidade e evita a disputa com a iniciativa privada . Não obstante ,convênios imorais com o dinheiro público como o da Fundação Roberto Marinho são formalizados onde aulas por tele-salas (modalidade de ensino à distância ).Ele buscam substituir o professor de uma disciplina e acabam engordando os bolsos das empresas mantenedoras dos convênios pagando baixo salários .Também a máfia de bolsas de estudo deve ser combatida onde o estado fornece bolsas para alunos estudarem em Colégios particulares em troca da eleição de deputados e vereadores.às vezes tem até alunos fantasmas . Éa famigerada bolsa de ensino.
    Á luz dos fatos, observamos que os reajustes salariais dos policiais,desembargadores, tribunais de contas , ministério público e justiça, em todos os estados brasileiros, são superiores ao do magistério e consomem parte dos recursos que deveriam ser aplicados na educação pública. Por este motivo, defendemos que toda educação com unidades escolares , profissionais da educação e recursos educacionais , sejam transferidos para o Governo Federal.Desta maneira nenhum Governador vai desviar mais os recursos educacionais do povo.Para isso faz-se necessário um plano de carreira único que dignifique a carreira de todo o magistério a nível nacional. Os professores devem ser obrigados a fazerem atualizações, em sua área de formação (não e´pedagogia) , na Universidade Pública , e não os mestrados , muitas vezes, à distância, que não representam nenhum avanço para o mestre em sala de aula e formam um péssimo professor . Sobre esse tema os Cursos de Ensino à distância só podem ser oferecidos pelo Mec convênio com univeridades Públicas para não icentivar a atual fábrica de certificados da máfia privatista e atender ao distante professor do interior .
    A atual elite brasileira e classe média exigem que o estado use todos os recursos necessários no combate a violência . Associado a isso a Globo ,que ganha com os recursos educacionais ,faz lobby pra investimentos na segurança e enfraquecem a escola pública com suas matérias que desmoralizam escola pública e professor.Eles buscam sempre uma escola com problemas para realizar suas matérias anti-escola pública e , muitas vezes, assitimos sindicalistas servindo a esse papel para ganhar projeção na categoria.A elite não quer o seu filho disputando a vaga no concurso de Juiz com um aluno pobre da periferia
    Hoje , temos centenas de jovens que não desejam mais serem professores por causa do piso humilhante do magistério.Atualmente assiitimos um fenômeno interessante . Muitas alunas buscam a polícia militar por causa da carreira e o recente piso nacional oferecido. Nenhuma jovem de classe média deseja mais ser professora e pegar um ônibus lotado , sem vale-transporte, para dar aula numa escola de periferia e com violência sobre o prório educador. deixam de serem professoras para serem poliiais. que perda para o País!
    A verdade dos fatos é que estamos assistindo a consolidação de um estao policial facista onde só a segurança e justiça é vaorizada

    Alvaro Bastos Coordenador do Movimento de educação do PDT /RJ

    Sobre o s métodos de avaliação do rpofessor . eles podem até serem relealizados mas de forma individualizada e não coletivamente através de uma prova da disciplia de mate´matica e Português . eos outros professores . aliás porque não avaliam os juízes, promotores, delegados , policiais e etc?

  2. Alvaro Narciso de Queiroz Bastos permalink
    08/08/2010 3:32 am

    Peço desculpas a todos peos erros de datilografia acima na minha carta . Meu teclado está com defeito. um abraço

  3. Lucia Helena resende permalink
    11/08/2010 11:51 pm

    Eu espero que nossos políticos acordem,apesar de que já é tarde demais,pois temos milhares de analfabetos funcionais perdidos por mais de uma década nesta sociedade ,que exige tanto e a escola dá tão pouco,mas a culpa com certeza não é do professor e sim deste sistema que valoriza mais gráficos do que o aluno.

    • Paula Rempel permalink
      14/08/2010 4:50 pm

      Obgada por seu excelente comentário Lúcia. Sabemos a importância da educação p/ construção de qualquer sociedade. Os países desenvolvidos já perceberam isso, faz tempo. Só o Brasil insiste em não valorizar a educação e seus educadores.

  4. Lucia Helena resende permalink
    15/08/2010 12:17 am

    O texto da Maria Paula Rempel é verdadeiro ,há muito tempo os professores vem lutando contra esta massificação da educação,e eu sei bem o que é isto,porque no dia a dia na escola vemos alunos na quarta série sem saber ler e escrever porque não foi lhe dado o tempo necessário para aprender,mas os coitados tem que fazer parte dosgráficos ,que não há evasão,não há repetência ,mas é lógico temos que passar todos,mesmo que o professor não queira,pois sabe que isso só prejudica o aluno,mas apressão é muito maior por parte das” autoridades em educação”.Tem que haver mudanças e espero que os politícos que estão pleiteando o cargo de governador enxerguem e façam o melhor pelas nossa crianças ,dando a eles o que é de direito,uma boa educação.

  5. Ditmar permalink
    16/08/2010 3:37 pm

    Pena que nossos políticos não ouçam as classes diretamente envolvidas com as, na maioria das vezes, desastradas decisões. Além disso ainda existe a tal da lei da mordaça, ou não?

  6. Patrícia Hipólito permalink
    15/09/2010 12:57 pm

    20 anos de ensino mal copiado.
    Os senadores “bionicos” criaram o mobral,que ensinava a ler e a escrever..O nome. Hojê tem a alfabitização solidaria, ninguém sabe direito que o é mas fica bonito no projeto… – Já diz a Senadora Bionica do Terça Insana …O teatro brasileiro e a divina comédia… Deram o sumiço com a Ética e até agora ninguém conseguiu achar…Mas não tem importancia neh? Se continuarmos assim… Brasil!

  7. 16/09/2010 1:38 pm

    O maiores erros dos governantes na educação são: o de não ouvir os professores, e implantar leis e método sem dialogar com os professores. Somente quem vivencia a sala de aula sabe o que é melhor para a educação.

  8. Kely permalink
    05/10/2010 1:25 am

    É deplorável a situação do ensino !! Nas instituições privadas visam apenas os lucros…demitem professores qualificados, cortando despesa..garantindo maior retorno!!infelizmente. Já nas instituições publicas os baixos salários desmotivam os professores……. Que nossos governantes tenham o mínimo respeito e reavaliem essa política, lembrando com auxilio de educadores e participação da população!!!

  9. Thiago Bogossian permalink
    18/12/2010 12:14 am

    Acho que isso não tem nada a ver com os políticos em si, mas a classe que eles representam. Não são os políticos X, Y ou Z que não querem uma educação pública de qualidade, mas as elites que financiam suas eleições; para que o povo continue acrítico e sem noções de cidadania.

  10. Leila Dohoczki permalink
    19/12/2010 3:07 pm

    A Educação pública no país sempre foi ruim. Quando não era a ditadura (que limitava a atividade dos professores) era a falta deles.Depois baixos salários que dificultavam o aperfeiçoamento dos professores, que duplicavam ou triplicavam a jornada de trabalho, num país onde muitas das crianças buscavam uma refeição diária ao invés de conhecimento, mas ainda restava á maioria das crianças respeito e cordialidade com os professores.Quando os alunos de escolas públicas e seus familiares, vivendo entre a necessidades básicas de sobrevivência e os altos custos de universidade, sentiram que seus sonhos terminariam logo após o ensino fundamental, aumentou a evasão escolar. Foram estabelecidas metas e métodos de contenção da evasão escolar e para diminuição do índice de analfabetismo no país.Parecia que finalmente o governo tinha se dado conta de que educação é a base de um país que pretende progredir.Engano. Os professores continuaram com baixos salários e com as mesmas condições de trabalho, os prédios escolares sem manutenção e equipamentos como, laboratórios, bibliotecas, etc…e se nas capitais era assim, imagine nos interiores.Criaram leis, incentivos, etc, para que as crianças fossem matriculadas e mantidas nas escolas.Aí faltaram prédios.Foram construir.Puxa! que bom não é?Não.Muitas não foram terminadas, muitas mal acabadas, de péssima qualidade estrutural e que não atendem á necessidade, nem do aluno, nem do professor. Mas como ir contra a opinião publica, se a maioria desses não conseguem ler um gráfico de estatísticas ou sabem qual é a função de um vereador, deputado ou governador?E um eleito foi dando continuidade aos “projetos” do outro. O resultado desses anos todos é que a escola promove alunos , temos uma sociedade que muitas vezes culpa o professor pelo ensino de má qualidade sem perceber que a única culpa que têm é seguir o que lhes foi determinado:Promover o aluno, mesmo que ele não tenha tido o rendimento esperado para o ano. Os alunos semi alfabetizados que entrarão em universidades criadas para atender a demanda de formandos das escolas públicas, com a mesma qualidade do ensino fundamental e médio públicos, porque em universidades sérias e alto nível, só ingressarão os que muito se emprenharem por conta própria, os que puderem pagar um cursinho, enfim, aqueles que tiveram da família o incentivo e o sacrifício e que lhes deram o entendimento de que ter diploma, só não basta.Dizem que o índice de analfabetismo caiu. Ao meu ver, saber escrever o nome com dificuldade, ler sem conseguir entender e não ter condições de fazer uma carreira acadêmica que possa contribuir com o progresso do país, não é Alfabetização.E não podemos culpar as crianças pelo comportamento que hoje apresentam, pq são o resultado do sistema educacional de anos que tira o direito à cidadania quando não lhes permite saber o que é, que lhes tira a nacionalidade quando lhes nega o conhecimento do idioma, da história do país, da sua cultura, que lhes tira a humanidade quando precisa pensar mais em sobreviver do que em viver em comunidade sem ordem e sem progresso…
    Penso que é preciso devolver a família a responsabilidade pela formação do caráter e foi tirada quando proibiram os pais de repreender e castigar, o professor de exercer sua autoridade em sala de aula, mas não fiscalizam bares, esquinas onde ficam os jovens ociosos, nem se têm controle de armas e drogas, nem programas que tirem os jovens das ruas e lhes dê a possibilidade de se destacar em esportes ou artes, mas que simplesmente lhes dão o veneno da permissividade sem responsabilidade. Atam as mãos da família, quando deixam os adolescentes pensar que têm mais direitos que deveres e o que temos são jovens desafiando pais, professores, autoridades…
    Conscientizar a sociedade de que violência é violência, seja contra gente ou animais, e que existem regras e punições, Fazê-los entender sobre direitos e deveres através da educação é
    socializar é torná-los capazes de distinguir o certo do errado…
    E enquanto oferecermos mais direitos que deveres aos jovens, menos importância a educação tem aos seus olhos, mais viverão pelo materialismo e sustentarão a idéia de que ter é mais importante que ser…
    Ou acordamos logo, valorizando de fato a educação e a família ou estamos fadados a ver toda uma nação enfraquecendo, ano a ano até que estejam subjugados ao poder de um único homem ou partido e tenham seu bem mais precioso perdido: A liberdade.

  11. Leila Dohoczki permalink
    19/12/2010 3:32 pm

    Obs.:

    1. Não entendam “Repreender e castigar” como violência gratuita, por favor! Falo daquela autoridade, que precisamos exercer ás vezes, com a moderação peculiar a quem ama os seus filhos. Eu nunca bati em meus filhos, mas ainda não existia o ECA e quando eu os ameaçava com umas palmadas, caso não respeitassem as regras da casa ou os mais velhos, nenhum deles me disse que chamaria a polícia, colocando-me em cheque-mate.

  12. 21/12/2010 3:58 pm

    “Ou a senhora me dá 10 ou eu conto tudo pro meu pai e ele abaixa seu salário, ta me ouvindo?”
    é o que aconteceria… mas o projeto é sensacional! Sou super a favor!

  13. Thais Madeira permalink
    21/12/2010 4:16 pm

    Boa essa ideia, e nenhum deles poderia alegar que é um atentado contra a liberdade de escolha porque seria como uma condição para se ter um cargo público.

  14. Marcilon Oliveira permalink
    23/12/2010 9:41 pm

    Amigos,
    Desculpem-me, mas ando azedando…

    Dizer que o salário dos professores é uma prioridade tornou-se moda ou algo politicamente decente…
    O Lula chegou a afirmar que “é melhor um professor bem pago dando aula sob uma árvore, a dar aula em prédios luxuosos recebendo migalhas…”

    Portanto…
    Não se trata de ter boas e convincentes FALAS, quero ver ação!!!
    Nossa devoção está com os dias contados!!!

    O Lula sai sem ter implantado, ou pelo menos nos mostrado o que, de fato, é esse Fundeb.
    Continuamos com salários pífios, desvalorizados socialmente e o pior, sem nenhuma crença
    que algum governo realmente tenha decência de nos tratar com o valor que temos.

    O tal Piso veio simplesmente instituir e legalizar a indecência de governos lacaios que agora fazem propaganda eleitoral com a miséria que pagam aos professores.
    ISSO É DESPREZÍVEL!!!

    Somos uma categoria vitimada por uma sociedade violenta e desprovida de instrumentos que ergam os valores humanos. Estamos acuados em uma prática arcaica imposta por uma clientela que mal sabe ler ao passo que temos que mostrar resultados satisfatórios para o poder no tocante a aprendizagem desse aluno, hoje já viciado com a cultura do “passa de todo jeito.”

    O estado de Pernambuco é pioneiro em inventos; agora determina que cumpramos quase oito expedientes mas não fala em remuneração decente. SOMOS, EM PERNAMBUCO, OS PROFESSORES QUE RECEBEM O PIOR SALÁRIO DA FEDERAÇÃO.
    E isso deveria envergonhar a classe política, a sociedade civil organizada e nós,
    os mais desvalorizados da União, deveríamos nos mobilizar mais, corrermos mais atrás de algum respeito…

    Tribunais Superiores que tiveram seus vencimentos acrescidos em quase 120% não vão, certamente, considerar a luta de professores algo digno ou legítimo. Estão comprometidos com poder silenciador ou mesmo denunciativo imposto por seus alucinantes salários…
    Resta-nos a luta, mesmo que esta seja combatida por esses tiranos que sempre sentenciam nossas causas como ilegítimas…

    Este estado de coisas me faz crer que minha vocação é algo descabidamente doloroso, e dói mais ainda ver que raríssimos jovens querem seguir, hoje, uma profissão tão nobre.

    Marcilon Oliveira
    Efetivo em Itambé – estado de Pernambuco.
    Mais desabafo? http://twitter.com/profMarcilon

    srsrsr
    Abraços!

  15. 22/01/2011 12:34 am

    Não sei se é descrença, desprezo ou incredulidade de minha parte, mas não acredito mais nos políticos e muito menos na política deste país. E nem sequer consigo pensar na ideia de uma nova sociedade nascida das cinzas, porque isso depende da contribuição de cada pessoa para a comunidade, o que é óbvio, está se perdendo no mundo moderno. Utopia então nem se fala! Tal absurdo será possível só no dia em que alguém tiver todo o poder do mundo na mão! Sobre a questão da educação, só o que podemos esperar é uma sociedade alienada e tremendamente burra! Eu tenho a minha solução pelo menos: prefiro não acreditar em nada do que meus olhos não vejam e dar ouvidos só aos velhos costumes e aos livros, porque está sociedade está a beira do caos mortal…

  16. 28/01/2011 6:43 pm

    Sou parceira.
    Quero ver se muda ou náo muda o respeito ä escola pública
    e ao professor.

    Gostaria que avaliassem também a possibilidade de mexer nos honorários
    dos eleitos a cargos públicos em todas as esferas.
    Menos regalias, mais compatibilidade com os vencimentos mensais de
    um profissional liberal razoavelmente bem sucedido.

    E um paredáo viria a valhar, paredáo performático,claro. Mas que a foto
    em tamanho original dos faltantes fosse de alta qualidade,
    para o mundointeiro ver, reconhecer e jamais esquecer.
    Pode ser em vacuum forming mesmo.
    Um tiro só. De canháo, e de verdade.

    Pronto.

    É o básico.

  17. Michel permalink
    15/03/2011 10:47 pm

    A intenção é ótima, mas a lei, se aprovada, pode piorar ainda mais a situação. Por que? Porque não tenho a mínima dúvida que os políticos inventariam brechas para criar “escolas públicas especiais” onde estudariam seus filhos e os filhos dos compadres deles… E para tais “escolas especiais” seriam deslocados os melhores professores da rede pública de ensino, com salários muito mais atraentes que as escolas públicas convencionais. Com as “escolas especiais” pagando salários acima da média, os docentes (mais bem preparados) só iriam querer saber dos concursos para ocupar as vagas nas tais escolas.

    Conclusão: os filhos dos políticos passariam a estudar de graça (e à nossa custa) nas melhores escolas do Brasil enquanto as escolas públicas convencionais seriam ainda mais sucateadas.

  18. Ângelo permalink
    13/05/2011 11:31 pm

    O Projeto do Senador Cristovão Buarque soa tão rídiculo quanto a sua própria imagem em se passar bom bonzinho em meio aos lobos.

    É claro e evidente que tal projeto não surte efeito algum p/ melhoria da Educação do nosso país, o fato de termos filhos de políticos matriculados em escolas não significa evolução social.

    Sou Pedagogo, professor de Educação Tecnlógica em Salvador e percebo a imbecibilidade deste projeto. Façamos um favor! Vamos defender coisas mais interessantes, tal como nossa valorização profissional que há décadas não acontece.

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